O Concelho de Castelo de Paiva permite conjugar a montanha com a
planície litoral, do que resulta uma complementaridade em
valores paisagísticos, tanto que oferece valores naturais e
espaços de grande genuinidade.
Pertencente ao distrito de Aveiro, ocupa uma área de 109Km2, tem
nove freguesias e cerca de 18 mil habitantes. O solo é muito
fértil, essencialmente nos vales que são cultivados, fazendo da
agricultura a actividade que ocupa a maior parte da população
activa. O subsolo é riquíssimo e a comprová-lo estão as inúmeras
indústrias de extracção de chumbo, zinco e carvão de pedra que,
no entanto, estão, actualmente, desactivadas. Hoje em dia, as
indústrias ligadas à madeira, sobretudo serrações e mobiliário,
têm uma expressão considerável.
Castelo de Paiva sempre atraiu povos desde o período Paleolítico,
devido à posição geográfica. Os monumentos megalíticos e os
vestígios romanos, como o Marmoiral da Boavista e a Pia dos
Mouros, comprovam a presença destes povos que por lá se fixaram.
A denominação Castelo (com apenas século e meio de existência)
remete para a existência quase certa de um antigo castro, e
Paiva para o nome de um dos rios que demarca o município.
O concelho dispõe de casas nobres, igrejas e pelourinhos de
grande valor artístico, como é o exemplo da Quinta da Fisga, uma
construção de 1683, o Pelourinho de Raiva e a Igreja Paroquial
de Real.
O rio Paiva, afluente do Douro, tem a admirável particularidade
de ser considerado o rio menos poluído de toda a Europa. As
encostas proporcionam paisagens fenomenais, misturando água e o
verde das planícies.
O artesanato de cobre, os pratos típicos de lampreia e o famoso
vinho verde dão realce à cultura popular da região. As festas e
romarias são muitas, todas elas marcadamente nortenhas e
animadas como só os paivenses sabem garantir.
O município é limitado a norte por Penafiel e Marco de Canaveses,
a leste por Cinfães, a leste e a sul por Arouca e a oeste por
Gondomar.